Ah, como gostamos da beleza!
Ah, como gostamos da beleza!
Entre outras definições, o Dicionário Oxford Languages, conceitua a beleza como: “qualidade, propriedade, caráter ou virtude do que é belo; caráter do ser ou da coisa que desperta sentimento de êxtase, admiração ou prazer através dos sentidos.”
A beleza dos eventos religiosos, artísticos e culturais alusivos ao Natal de fato despertaram sentimento de êxtase, admiração e prazer em Santa Cruz do Sul. Que coisa bela ouvir uma orquestra ao vivo no parque! Que alegria admirar os presépios das igrejas ou da Vila do Noel! Quão encantadores foram os desfiles de Natal, os corais, os shows...; belíssimas ações culturais gratuitas, tão belas quanto as diversas ações de grupos voluntários com seus papais e mamães-noéis anônimos levando doces, brinquedos e alimentos nas periferias da cidade. Que maravilha!
Gostamos da beleza. Da “boniteza” das ações e eventos que abraçam e alegram.
Que sejam oportunizados durante todo o ano, afinal, são tantas as manifestações culturais e artísticas de grupos locais de todos os gostos e cores, de toda diversidade, além dos diversos espaços igualmente belos de nossa cidade e do interior.
A beleza, o encontro e o encanto que a arte traz faz bem à alma, todos sabemos.
As celebrações de Natal, do nascimento de Jesus e as confraternizações com ou sem o Papai Noel aquecem o coração com os tão necessários encontros agora permitidos. (Que nunca esqueçamos o quão ruim foi não poder dar um aperto de mão, os 3 beijinhos no rosto ou um abraço; na pandemia o maior ato de amor era manter-se afastado. Como isso foi cruel!)
- Percebeu como está mais leve respirar?
Meu sorriso foi enorme. Sim, está mais leve respirar! Uma nova jornada se anuncia!
As trevas do louvor às armas, ao ódio, aos preconceitos diversos, ao descaso com o sofrimento humano, com o ecossistema e biodiversidade no Brasil terão o tão necessário enfrentamento de ações públicas que os coíbam e punam seus incentivadores e executores. Sabemos que não há “varinha mágica” capaz de fazer parar toda ação maldosa e inescrupulosa, quer seja se um indivíduo, de um grupo ou de certa parcela do mercado financeiro que vive de especulações e nada produz além de mais desigualdade econômica e social toda vez que milionariza dois ou três e desemprega milhares.
Mas já respiramos melhor, afinal sabemos que haverá dinheiro para alimentar famílias que passam fome; sabemos que há o desejo de ações políticas para o combate à violência, ao feminicídio e ao racismo institucional. Sabemos que haverá dinheiro para manter o calendário de vacinação em dia e reforçar as ações do SUS. Haverá reajuste no valor da merenda das escolas públicas e recursos para livros didáticos.
Livros serão prioridade novamente.
Sabemos que acordos e financiamentos serão executados para promoção de emprego e salário digno, afinal obras de infraestrutura e saneamento geram trabalho; trabalho gera renda; dinheiro que movimenta o comércio e o lazer entre tantos outros serviços. O trabalhador gira a roda da economia, mesmo que certa parcela do mercado financeiro insista em só especular e nada produzir. E, há os que aprenderam que onde existe fome e miséria não há alegria e beleza.
A beleza está na mesa farta de todas famílias; no respeito a todas as etnias e seus costumes e rituais. A beleza está nas coisas plurais, nos grupos, nos encontros das diversidades de olhares brilhantes que se encontraram nestes eventos de Natal.
A beleza “caráter do ser ou da coisa que desperta sentimento de êxtase, admiração ou prazer através dos sentidos” está intrínseca na jornada humana em busca do bem coletivo, afinal, como é bela a esperança de uma cidade e de um país mais justo, mais igual e mais fraterno. Que 2023 seja belo e justo para todos que seguem no amor.




De, tu tens o dom de interpretar corretamente os acontecimentos da atualidade e expressar os mesmos de uma maneira inteligente e fácil de assimilar. Sou tua fã.
ResponderEliminarObrigada
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